sábado, 15 de agosto de 2009

Análise Estruturada X Essencial

Eu diria que a análise de sistema é composta de uma série de técnicas e ferramentas que tem por objetivo auxiliar ao analista de sistemas na tarefa de modelagem.

Uma das ferramentas preferidas dos Analistas são os diagramas, que possibilita ser ter uma visão conceitual de como o sistema funcionará. Afinal, uma imagem fala mais do que mil palavras.

O modelo de análise estruturada formalizado na década de 70 e popularizado principalmente por [GANE,1983] e [DeMARCO,1989]. foi e ainda é bastante utilizada por analistas de sistemas para criar uma visão conceitual dos sistemas.

Fundamentada no princípio da decomposição funcional, ele tem como objetivo a modelagem utilizando-se, para esse fim, de um conjunto de ferramentas, sendo o Diagrama de Fluxo de Dados (DFD) e o Dicionário de Dados (DD) as principais delas.

O método de decomposição recomendado é baseado na busca pela menor taxa de transferência de dados entre os sub-processos dos processos que estão sendo analisados, o que levaria, por conseqüência, a um modelo da organização decomposta em módulos funcionalmente coesos, ou seja, módulos que têm uma única função.

A principal crítica à análise estruturada é a não replicabilidade dos requisitos resultantes da análise, caso fosse feito um experimento em que diversos analistas fossem incumbidos de analisarem o mesmo sistema. Isso porque o processo de decomposição utilizado depende da abordagem de cada analista particularmente (dos seus pressupostos e de suas experiências anteriores ao projeto em questão) e das coincidências de informações oriundas das pessoas que compõem a organização social sob análise.

Além disso, a grande quantidade de artefatos produzidos tornavam o projeto muito volumoso.

A Análise Essencial de Sistemas pode ser considerada uma evolução da análise estruturada.

A abordagem da análise essencial de sistemas utiliza-se das mesmas ferramentas de modelagem da análise estruturada, mas os mecanismos são diferentes. Ao invés de uma decomposição do mais geral para o mais específico ("top-down") o método prevê que sejam identificados, inicialmente, os eventos externos aos quais espera-se que a organização social em questão responda, sendo derivadas então as ações (ou funcões) em resposta a esses eventos e, posteriormente, os eventos gerados internamente e também as respectivas ações.

A expressão "essencial" deve-se ao fato de que não serão consideradas quaisquer restrições tecnológicas, ou seja, como se a tecnologia disponível fosse perfeita o suficiente para suportar quaisquer questões relacionadas à captura ou mixagem dos dados, permitindo que seja possível concentrar-se somente sobre as questões essenciais do sistema sob análise.

Com a evolução dos paradigmas de programação e consequentemente com a evolução das linguagens voltadas para o desenvolvimento de sistemas, novas técnicas e modelos foram criados possibilitando ao analista prover vários tipos de visão sobre os sistemas. Essa evolução promoveu o surgimento da UML, padrão altamente difundido e aceito pelo mercado. Próximo passo: O paradigma da programação Orientada a Objetos e a UML.

Vamos que vamos!

2 comentários:

Anderson de A. disse...

Bom seu texto. Mas tenho uma dúvida:
Com o surgimento da UML, a Análise tradicional (Estruturada e ASSENCIAL) ainda está valendo? Ou seja, a UML não substitui esses dois métodos? Modelando apenas com UML basta para um sistema de qualidade?

Hugo Maia disse...

Prezado Anderson,
A UML é apenas mais uma alternativa de notação que "Facilita" o entendimento entre os analistas envolvidos num projeto de sistema orientado a objetos. Respondendo a sua pergunta, a análise tradicional e essencial continua valendo sim. Análise é análise seja ela estruturada, orientada a objetos, orientada a serviços. abs