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domingo, 16 de janeiro de 2022

Kubernetes na prática I

        Em outro Post, falamos do que trata o Kubernetes, mas complementando a explicação, trata-se de uma engine de orquestração de contêineres Open Source utilizado para automatizar a implantação, dimensionamento e gerenciamento de aplicativos em contêiner. Algum POD caiu? ele se encarrega de provisionar um novo POD. Aumentou o uso da aplicação? Ele possibilita a criação de novos Pods, para escalar essa aplicação. 

Agora vejamos na prática como trabalhar como implantar um aplicativo em contêiner em um cluster.

  • Atualizar o aplicativo em contêiner com uma nova versão do software.
  • Depurar o aplicativo em contêiner.

Instalação

Quando você realiza a instalação de um cluster Kubernetes, deve decidir o tipo de instalação baseado em critérios como facilidade de manutenção, segurança, controle, quantidade de recursos disponíveis e a experiência necessária para gerenciar e operar o cluster.

Você pode criar um cluster Kubernetes em uma máquina local, na nuvem, em um datacenter on-premises ou ainda escolher uma oferta de um cluster Kubernetes gerenciado pelo seu provedor de computação em nuvem.

Para estudo, uma boa opção é a instalação do Minikube.

Instalou o Minikube? verifique se a instalação foi feita corretamente, executando o comando:

minikube version

Verifique o status do Kubernets executando o comando:

minikube status

Caso o mesmo esteja parado, você pode deletar um cluster. 

minikube delete

Inicialize o cluster, executando o comando:

minikube start

Assim que o seu cluster Kubernetes estiver em execução você pode implementar seu aplicativo em contêiners nele. Para fazer isso, você precisa criar uma configuração do tipo Deployment do Kubernetes. O Deployment define como criar e atualizar instâncias do seu aplicativo. Depois de criar um Deployment, o Master do Kubernetes agenda as instâncias do aplicativo incluídas nesse Deployment para ser executado em nós individuais do Cluster. Na prática fazer um deploy seria criar um Pod em um node. 

kubectl run nginx --image nginx

Podemos verificar se o pod foi criado através do comando 

kubectl get pods

Podemos ter mais informações sobre o Pod, através do comando

kubectl get pods -o wide

Quer mais detalhes sobre um pod específico? Utilize o comando

kubectl describe pod nginx

Até o momento, executamos os comandos via terminal. Contudo podemos fazer isso através de arquivos yaml.

apiVersion: v1

kind: Pod

metadata:

  name: nginx-pod

  labels:

    env: production

spec:

  containers:

    - name: nginx-container

      image: nginx

Com o arquivo em mãos criamos o pod com o seguinte comando:

kubectl create -f pod.yaml ou kubectl apply -f pod.yaml

sábado, 6 de novembro de 2021

Orquestração de Containers com Kubernetes.

        Com o tempo, a sua aplicação ficou bastante famosa e começou a receber muitos acessos e consequentemente, ela ficou muito lenta. Como resolver isso? Certa a resposta para quem pensou em provisionar mais recursos de infra para a aplicação. É necessário "Escalar" o Sistema. Você pode fazer isso de duas formas: Escalar verticalmente, aumentando o poder de processamento do servidor no qual a sua aplicação foi hospedada,  aumentando recursos de CPU e memória, ou ainda, escalar horizontalmente, criando/adicionando nós ao cluster de servidores que atende as requisições para este Sistema.

            Tomar essa decisão não é a coisa mais simples do mundo e depende de uma série de variáveis. O Sistema é monolítico ou baseado em Microserviços? Se você respondeu que ele foi construído baseado em uma arquitetura de microserviços, você ainda consegue escalar esse sistema de forma mais eficiente. 
            
        Agora vamos supor que você provisionou esses microserviços em containers. Para escalar, bastaria criar novos containers dos microserviços impactados pelo número de requisições feitos a ele.

            Para quem é craque em docker sabe que isso é uma dor de cabeça. Como monitorar esses containers? Você pode gerenciar isso manualmente, fazendo sua aplicação escalar up/down de acordo com as necessidades. Controlar dois ou três serviços é fácil. Agora imagina monitorar dezenas ou centenas deles?

        Pensando nisso, a Docker e diversas outras Empresas, correram atrás de criar soluções para orquestrar containers. A solução criada pela Google ganhou grande popularidade e até pouco tempo atrás era líder de mercado. Estamos falando aqui do Kubernetes.

         O kubernetes, conhecido também como K8s, foi criado pela Google, baseado na experiência deles no gerenciamento de containers em produção. A evolução do kubernetes e ampla adoção se deu após este projeto se tornar open-source, ou seja, de código aberto, na qual qualquer pessoa ou empresa não somente passou a poder utilizá-lo gratuitamente, mas também novas funcionalidades e melhorias foram implementadas de forma mais rápida.

        Fazendo uso do Kubernetes, a medida que sua aplicação vai recebendo mais acessos, novos “nodes” são criados, e se a aplicação tiver menos acessos estes “nodes” extras são destruídos, fazendo com que tenhamos mais flexibilidade.

Arquitetura do Kubernetes

          Mas o que é um NODEUm node é uma máquina, física ou virtual, onde o Kubernetes está instalado. No node criamos os containers(com docker) com as nossas aplicações. 

        Quando criamos uma aplicação em um container, o Kubernetes não faz uso/acesso direto ao container. Os Containeres ficam dentro de Pods.

            A medida que o sistema vai recebendo mais acessos, o Kubernetes cria novos Pods com containers e faz o balancemento de cargas para dividir as requisições feitas ao sistema.

                 Se a quantidade de acessos à sua aplicação continuar a crescer e seu node não suportar novas instâncias da aplicação, ainda podemos adicionar quantos novos nodes forem necessários ao cluster para dividir a carga.
                
                Em alguns raros casos podemos ter a necessidade de uma aplicação fazer uso de um container auxiliar, logo podem existir casos de um Pod conter mais de um container (Python e um container com o Redis por exemplo).

            No Kubernetes os nodes costumam ser agrupados em CLUTERS. Caso um node venha a falhar, outro node assume o controle, evitando-se assim a indisponibilidade do sistema.

            A partir do momento que temos um cluster, algum node tem que ficar responsável por gerenciá-lo. Gerenciar o cluster significa manter informações dos membros do cluster, monitorar os nodes, ativar um novo node ou não, quando um node falha. O node que faz esse papel é chamado MASTER. Os demais nodes são conhecidos com WORKERS.

Componentes do Kubernets

            Quando instalamos o Kubernets, 6 componentes são instalados com ele. Aqui vai uma pequena descrição desses componentes:

API SERVER - A API Server funciona como um frontend para o Kubernetes. Ou seja, é através dele que gerenciamos usuários, dispositivos e interface de linha de comando.

ETCD - O etcd é usado para armazenar dados, de forma distribuída, no formato chave/valor para configuração e gerenciamento dos clusters. Podemos ter múltiplos clusters, cada cluster com seu master, e o etcd guardando dados de forma distribuída nos nodes. Além disso os logs dos clusters são gravados aqui.

SCHEDULE (agendador) é responsável por distribuir o trabalho para os containers através dos múltiplos nodes. Ele também “busca” por novos containers criados e anexa eles aos nodes.

CONTROLLER é o cérebro por traz da orquestração. Ele é responsável por tomar as decisões quando um node falha ou apresenta problemas e pode ativar novos nodes para substituir os
problemáticos.

CONTAINER RUNTIME faz interface com o software usado para criação dos containers, no nosso caso o docker engine, mas pode ser utilizado com outros softwares com o mesmo propósito.

KUBERLET é o agente que é executado em cada node em um cluster. O agente é responsável por checar se os containers estão sendo executado no node conforme o esperado.


        que difere um master node de um worker node é a quantidade de componentes que esses nodes possuem. Enquanto o node Master tem mais componentes, os work nodes possui menos componentes(Kuberlet e Container Runtime).

       Por fim, ao instalar e configurar o Kubernetes, temos a disposição um programa de linha de comando chamado kubectl (Kube Control Tool), utilizado, em muitos momentos, para executar comandos do kubernetes. Uma das utilizações desta ferramenta é para realizar deploy (publicação) de aplicações em um cluster do kubernetes.

Resumindo, quer trabalhar com containers em ambiente de desenvolvimento ou homologação? Usa Docker. Vai trabalhar com containers em ambiente de produção? Kubernetes é o cara!

        O Post ficou grande. Faremos outro para tratar ver na prática como o Kubernets pode nos facilitar a vida.

Até mais!